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Orgulho de ser brasileiro
Revista:: Matéria "Orgulho de Ser Brasileiro"

Veja como a carroceira de umvelho Chevrolet Coupé, incompleta e abandonada no canto de uma oficina, transformou-se em um conversível bicolor cheio de charme.

Modificar a carroceria de um carro antigo para montar um hot rod é algo comum. Difícil, entretanto, é obter um bom resultado nesse processo, especialmente se o carro em questão tiver sido desenhado por um gênio coo Harley J. Earl, engenheiro que comandou o design da GM entre 1927 a 1959. Porém, foi exatamente este o objetivo de nosso leitor Celson Prado, de São Paulo, SP, ao transformar seu Chevrolet Master 85/DeLuxe Business Coupé 1939 em um conversível tão exclusivo quanto chamativo.

"Este é o primeiro hot que eu faço. Não tinha nenhuma experiência no assunto mas, na minha opinião, o resultado foi excelente. Já participei de alguns eventos nos Estados Unidos, e acho que este carro não deixa nada a dever se comparado com tudo que é feito por lá." disse o proprietário do veículo. E motivos para isso não faltam, pois, afinal de contas, o projeto foi conduzido por Norberto Jensen, proprietário da Hot-Custons Restauração de Veículos, uma das mais conhecidas empresas dedicadas a este tipo de serviço em São Paulo, SP.

Após adquirir o empoeirado veículo, o primeiro passo de Celso foi enviá-lo para a Hot&Custons Sem muita experiência no assunto, o proprietpario realizou uma séria de pesquisas sobre a construção de Hot rods, especialmente na internet, para então decidir o que seria feito: transformar o Business Coupé em conversível. Assim, o veículo foi desmontado, a carroceira raspada até ficar "na chapa" e daí, então, teve início o grande desafio de alterar a "identidade" do Maseter. "Sem duvida alguma foi a aparte mais difícil deste projeto", explicou Norberto a nossa reportagem .

Mais seguro, o proprietário spresentou suas idéias e esboços ao customizador. Logo em seguida a dupla contratou os serviços do designer Douglas Ribeiro dos Santos, mais conhecido como DougArts, que colocou no papel tudo que Celso e Norberto haviam imaginado. A partir daí o Roadster finalmente começou a ganhar forma. Enquanto isso, para suportar as futuras alterações mecânicas, o chassi original, de longarinas perimetrais, foi reforçado com barras de aço tubulares cruzadas, o que "amarrou" a estrutura. O artifício, historicamente falando, é semelhante ao que foi empregado pela própria GM, em 1958, ao lançar a linha Chevroelt Impala.

FIEL à MARCA

O Master utilizava o motor Blue Flame de seis cilindros em linha e 3.548 cm3 (havia ainda o propulsor opcional de 3.860 cm3), que desenvolvia 85cv SAE (93 cv SAE) a 3.200 rpm, alimentado por um carburador Carter de corpo simples. Em seu lugar foi instalado o propulsor Vortec V6 (a 90º) da Blazer Executive, fabricado nos EUA e desenvolvido pela Powertrains, empresa criada da associação mundial feita entre a GM e a Fiat na décade 1990.

RODANDO NU

Após cortar o teto do Business Coupé, o para-brisas do Chevrolet foi rebaixado em duas polegadas e teve sua inclinação mais acentuada. Vidros confeccionados sob medida pela equipe da Mocar Vidros, localizada em São Paulo/SP, complementam a nova aparência do Master: "A idéia foi proporcionar um aspecto mais esportivo ao carro, algo que ornasse com o layout da pintura bicolor azul e prata", explicou Norberto.

QUEM FEZ: Hot & Custons. Tel.(11) 2043-4152

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