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PRIMEIRA CLASSE
Revista:: Matéria "Primeira Classe"

Consultor comercial aeronáutico reforma Chevy Truck 1952 para passeios de fim-de-semana com a filha .

Acostumado a conviver com obras de arte da engenharia, como Boeings com capacidade para centenas de passageiros, o consultor comercial aeronáutico Carlos Passos, de 41 anos, morador de São Bernardo do Campo (SP), também é apaixonado por hots, tendo inclusive já montado uma picape 1959 junto ao irmão, mas que teve de ser vendida para custear seus estudos no exterior. Seu segundo projeto também é uma picape, dessa vez uma Chevy 1952, xodó da filha de seis anos, que exige que os passeios sejam feitos com a caminhonete.

COR DA SONHO

Encontrada em uma das viagens de Carlos, a caminhonete pertencia a um casal que tinha por ela muito carinho, mas poucas condições de deixá-la como merecia. Depois de trazer o carro para São Paulo, o consultor, aconselhado por um amigo, esperou dois anos para começar de fato a reforma. Ao todo, o porjeto levo quatro anos para chegar ao nível em que está hoje. Para a realização do projeto, Carlos contou com a consultoria da hot & Custons, oficina de restauração de São Paulo, sob a tutela de Norberto Jensen, e a ideia principal era manter tão originais quanto possível as características do modelo, mas com o máximo de conforto.

Uma das partes mais chamativas do projeto foi também uma ds mais difíceis de esclher. Segundo Carlos, a cor vermelha da carroceria foi decidida de última hora e a história por trás da opção é muito curiosa. "Desde a compra até o dia anterior da pintura eu não tinha certeza alguma da cor. Recebia milhões de sugestões todos os dias até que acordei no diado início da pintura com a idéia clara, tanto da cor da lataria (vermelho) quanto da cor do chassi e motor (laranja), que na minha opinião deram uma nova alma ao veículo". conta o proprietário. A cabine foi aumentada em 8cm e o teto rebaixado em 5cm. O para-lama traseiro foi aumentado em 10cm e o capô ganhou um corte em ângulo aerodinâmico de 5 cm. O vidro dianteiro é inteiriço curvado e a cabine ganhou ainda um teto soar basculante da BMW, seri 300.

As grades são originais. Frisos, emblemas e maçanetas são novos, importados dos EUA, mas mantiveram o estilo original. Os faróis instalados são "hot eyes", de 7" que, por serem menores que os originais, tiveram de teeceber um aro dcromado para preencher o espçao. As rodas forma feitas sob medida na Califórnia, da Budnik, modelo Grasser, 19" x 8" na dianteira e 20"x11" na traseira, montadas em pneus Toyo Proxes S/T nas medidas 285/50 na dianteira e 325/50 na traseira.

A tampa de combustível veio de uma Yamaha R1, motocicleta esportiva, o quem além de dar um visual mais moderno, ainda liberou espaço na cabine, uma vez que o tanque passou para a parte de tras do chassi.

BANCO OU PORTA-COPOS?

Por dentro, o aspecto do painel original contrasta com os instrumentos da marca americana Dolphin, com moldura cromada. O volante é da Lenker, modelo Banjo, e a coluna é Flaming River, importada dos EUA..

Os bancos forma customizados para privilegiar o espaço interno e, apesar de interiço, a parte central pode ser revertida para se transformar em porta-copos. A forração dos assentos e ds portas foi inspirada na decoração interna de uma aeronave. O sistema de som, apesar do aspecto original, abriga um player moderno da Pionner.

SEIS CANECOS

A escolha da parte mecânica foi um dos quesitos mais questionados do projeto. Apesar de equipar muitos carros no Brasil, a mecânica 6 cilindros em linha não dispôe de muitas peças nos EUA, a Meca da preparação de motores. Apesar disso, CArlos decidiu-se pela motorização com base no Opala, que apesr de não ser o original do modelo (todas as picapes importadas neste modelo eram equipadas com motores 6 cilindros - o 3100-, mas de construção diferente da do Opala), era o que mais se aproximava. Apesar de ser um motor originalmente forte, Carlos decidiu "apimentar" o projeto, com a adição de um comando Iskenderian 298x298, retrabalho do cabeçote e pistões de cabeça plana, o que aumentou a taxa de compressão para 14,1:1. A carburação é feita por um Bijet Holley, com filtro de ar Edelbrock. Distribuidor e módulo de ignição são da MSD. Com essas "pequenas" mudanças, o conjunto chegou a 210cv. O câmbio é Clark de 5 marchas e os freios são a disco nas quatro rodas. A suspensão dianteira é de Opala, e Four Link na traseira. Apesar do motor forte, CArlos não costuma correr e usa o carro apensa nos dia s de lazer, u quando d filhta pode por uma viagem de primeira clase no "aviao" do papai.

QUEM FEZ: Hot & Custons. Tel.(11) 2043-4152

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