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DESDE OS PRIMÓRDIOS - ENTREVISTA COM NORBERTO JENSEN
Revista:: Matéria "Desde os Primórdios"

"Conheça mais sobre o trabalho do rodder paulista Norberto Jensen, um dos pioneiros da modalidade no país".

Entrevista com Noberto Jensen

Você assíduo leitor da Hot Rods, deve estar acostumado a todos os meses ler a seção Garage Tech, comandada desde nosso primeiro número pelo especialista Norberto Jensen, de 40 anos. Agora, você conhece um pouco mais da trajetória de Jensen no mundo dos Hot Rods, uma odisséia com boas doses de pioneirismo, e que começou aos 18 anos, quando comprou seu primeiro Fusca e começou a se interessar por mecânica e adaptações.

“Meu primeiro Hot foi concluído em 1984. Era um Ford Sedan 1946, com motor V8, câmbio e diferencial de Dodge logicamente, não tínhamos os recursos que existem hoje. Os serviços eram feitos no quintal mesmo, e os donos de Hots eram muito discriminados em eventos (pelos amigos, até). Muitos achavam um absurdo fazer adaptações em carros deste tipo. Mas confesso que deixei de lado todo este preconceito em nome dessa paixão, que culminou com a criação de minha oficina especializada, a HOT & CUSTONS, no ano de 2000”, disse Norberto. “Aqui, de um modo geral, trabalhamos com os mais diferentes modelos. Mas nossa especialidade é a confecção de chassis e adaptações mecânicas, o que vai mudar em pouco tempo, com a incorporação de novos serviços”, completa o rodder.

E a atmosfera dos Hot Rods está tão impregnada ao cotidiano do rodder paulista que, desde o começo deste ano, resolveu parar a carreira profissional no ramo da informática para se dedicar exclusivamente aos antigos customizados, em sua nova oficina inaugurada recentemente. “Agora sim posso dizer que sou realizado profissionalmente. Faço o que gosto e acredito nisso. O resto, é conseqüência. O mercado dos hots cresceu muito nos últimos anos, sem dúvida. Com ajuda da mídia de comunicação, acredito que este crescimento não terá volta. A filosofia Hot está cada vez mais embutida no dia-a-dia de quem ‘respira automóveis’. Mas é preciso uma maior união aqui no Brasil. De nada adianta ter um Hot e deixa-lo mofar na garagem. É preciso colocá-los na ruas e eventos, para divulgar toda magia deste segmento. Quando isso finalmente acontecer, a cena se fortalece e todos ganharão, com certeza”, disse.

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