Bel Air 1956 de advogado carioca tem um contraponto bem equilibrado entre o "novo" e o "tradicional".
Belair 1956 tem um contraponto bem equilibrado entre o “novo” e o “tradiconal”. A mescla entre o novo e o antigo é uma fórmula vigente em todos os hot rods e certamente compõe uma linha tênue, que muitas vezes desafia os limites da qualidade e do bom gosto. Mas o caso a seguir certamente é um daqueles em que o equilíbrio entre equipamentos e acessórios teve um resultado bastante satisfatório. O advogado carioca adquiriu este belo modelo Belair 1956 “praticamente” novo. “É um carro de quase 50 anos de idade. Mas teve apenas um dono em toda sua história. Quando a comprei não tinha nem 40 mil quilômetros rodados. E realmente a intenção era fazer um hot que mantivesse seu estilo original, com um bom reforço na parte mecânica”, afirma o advogado, que mandou o carro para São Paulo aos cuidados do rodder Norberto Jensen, da HOT & CUSTONS.
“O advogado entrou em contato com nossa equipe devido a uma reportagem na Hot Rods. Após fecharmos todos os detalhes do projeto, o carro foi enviado do Rio de Janeiro de guincho, funcionava normalmente e era totalmente original – rodas, calotas, bancos, mecânica (6 cilindros com câmbio automático). O resultado esperado seria uma mescla de aparência original (com todos os seus detalhes) e uma mecânica forte, com resposta rápida no pedal e no botão (nitro). Tudo isso, obviamente, com muita segurança”, disse Norberto Jensen, proprietário da oficina especializada e mentor do projeto.
O trabalho começou pelo chassi, que foi totalmente inspecionado e reforçado nas áreas necessárias, para acomodar com maior solidez a nova mecânica. A suspensão dianteira original foi mantida. As bandejas com molas helicoidais foram trocadas por novos itens (pivôs, terminais, buchas e amortecedores preparados), e um sistema de freio a disco duplo ventilado também foi instaurado ao conjunto. A parte traseira também é de fábrica (feixe de molas). As buchas foram trocadas e novos amortecedores preparados também foram instalados.
O motor é um 6cc em linha, originalmente de Opala. Foi preparado pela BPM Racing. O conjunto conta com comando de válvulas, pistões, bomba de óleo, coletor de admissão para quadrijet, coletor de escape dimensionado 6 x 2, distribuidor, módulo 6AL e bobina, ambas da MSD e fios de vela de silicone Taylor de 8mm, bomba de gasolina elétrica Holley Azul e filtro de combustível Summit e filtro de ar Edelbrock. “Um detalhe interessante é que este quadrijet Holley de 650 cfm mecânico é de edição comemorativa do aniversário da Holley. Também foram cromadas polias, tampa de válvulas. Posteriormente, foi instalado um Kit de nitro NOS Power Shot. O radiador é de alumínio original das picapes GM, e o radiador de óleo de câmbio é da B&M. O sistema de direção é o hidráulico e a caixa de câmbio é automática. Ambas também adaptadas de Opala”, comenta Norberto.
Na carroceria, o carro manteve praticamente intacta as suas características de lataria. Os pára-lamas foram rebatidos internamente devido à tala das novas rodas, e uma nova pintura cristalizada foi aplicada com base nas tonalidades originais ainda presentes no carro. Um item interessante é o bocal de abastecimento de combustível que originalmente é instalado atrás da lanterna traseira (e deve confundir a maioria dos frentistas de postos de gasolina).
Os faróis e lanternas são originais. As rodas são modelo palito da RM, com aro 15. Os pneus são modelo Yokohama 325, de medidas 235/60 (parte dianteira), e 275/60 (traseira). Dentro da Belair, o revestimento das portas foi feito em couro, mesmo material que recobre os bancos dianteiros individuais e traseiros originais. O volante é um Shock Brain e a pedaleira ainda é original. O painel conta com instrumentos originais, um rádio da época (que ainda funciona) e um conjunto extra de manômetros da linha Auto Gage (Auto Meter): conta-giros “Monster” (com shift light), pressão de óleo, pressão de nitro, temperatura d’água e voltímetro.
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